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sábado, 29 de agosto de 2015

U2 e Fotografia de Matt Mahurin,


U2 abandona a cor no Vídeo clip da música 'Song for Someone'

Fotografia de Matt Mahurin, 

"Os primeiros dois vídeos da canção do U2 Songs of Innocence foram embebidas em cor, mas a " Song For Someone " troca a cores vivas por imagens em preto-e-branco de paisagens e "Bono performing".
A Fotografia de de Matt Mahurin, que já trabalhou com o U2 em 1993 na canção "Love Is Blindness", dirigiindo o vídeo, Bono, porém, é o único membro da banda que realmente aparece no vídeo - sua performance é em um cenário de nuvens em movimento, foram filmadas em Malibu no início de 2015." 
ARIANA BACLE

Assista ao vídeo, que estreou exclusivamente no Facebook quinta-feira, abaixo."[1]
Larry New jersey 1985 Matt Mahurin

A tradução da letra da música [2]


"Você tem um rosto que não foi estragado pela beleza .
Eu tenho algumas cicatrizes de onde estive
Você tem olhos que podem ver através de mim
Você não tem medo de nada que  já viu 
Foi-me dito que eu não iria sentir nada pela primeira vez
Eu não sei como esses cortes se curam
Mas em você eu encontrei uma rima
Se existe uma luz que nem sempre  você  pode  ver
E há um mundo  onde  não podemos sempre estar
Ma se  uma escuridão  chegar não devemos duvidar
E há uma luz e não deixemo-na apagar
E esta é uma canção  para alguém
Você me deixa em uma conversa  que só nós poderíamos ter
Você invade minha imaginação , e que quer que esteja lá dentro
É seu para pegar.
Me disseram que eu não sentiria nada da primeira vez
Mas  demorou para cicatrizar..."


Fotografia de Matt Mahurin, 


Referências:

[1]BY ARIANA BACLE •  http://www.ew.com/article/2015/08/27/u2-music-video-song-someone
[2] http://www.vagalume.com.br/u2/song-for-someone-traducao.html#ixzz3kE1TEsr0

sábado, 15 de agosto de 2015

Função Catártica da Música

Por Rosangela Brunet

A música age no sujeito de uma maneira intensa, rápida, infalível e possui uma linguagem de aspecto universal que excede os limites da individualidade e atinge o âmago do ser. Por este motivo, Schopenhauer acredita que as demais artes referem-se às sombras, às cópias das ideias; enquanto a música refere-se ao protótipo, à essência que é a própria vontade:De modo algum a música é, como as outras artes, reprodução das ideias, mas reprodução da própria vontade, cuja objetividade também são as ideias; por isso o efeito da música é tão mais poderoso e incisivo do que o das outras artes; pois somente essas se referem à sombra, aquela porém à essência  (SCHOPENHAUER, 2000, p.105). 

The Music Jacques le Nantec.France


Todas as vezes que vejo esta fotografia de Hari Menon não posso evitar de pensar no processo catártico da música .Aldous Huxley diz que "depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música..", e Renata Mattos acrescenta que : " música testemunha o encontro com o real e um modo de lidar com ele. Ela dá aos sujeitos um vazio a partir do qual cada um de nós poderá acrescentar suas próprias notas, criando significações singulares”

Fotografia de Hari Menon. Parikrama perfomance Bangalore.
"Take me there .....!"

"...A música levaria quem a ela se entrega a uma espécie de experiência catártica, passível de descarregar suas tensões internas(...) do comentário de Boris de Schlozer a propósito de Bach e do artista em geral: "O que caracteriza essencialmente o artista (...) é a produção de uma coisa cuja geração, cujo próprio processo de geração, modifica seu autor, permitindo-lhe transcender-se, ser, ao mesmo tempo, plenamente ele mesmo e um outro." A atividade criadora consistiria, sempre segundo esse autor, "não unicamente em gerar um sistema orgânico, mas ainda em produzir conjuntamente o próprio autor desse sistema, o que nele se acha imediatamente presente."
KAUFMANN, Pierre. Dicionário enciclopédico de psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996

Fotografia de Henr iManuel ,"Young Musician"
Compartilhada Por Sebastião Salgador 
Frieda Teller num artigo sobre o talento musical e a fantasia (1917-19), comparou a emoção musical a um processo regressivo quase alucinatório, que assume a forma de fantasias e lembranças.Como modalidade singular de expressão do psiquismo recalcado, à semelhança do sonho, dos sintomas neuróticos e dos atos falhos, a música levaria quem a ela se entrega a uma espécie de experiência catártica, passível de descarregar suas tensões internas" (Pierre Kaufmann ,In Psicanálise e Música- Dicionário enciclopédico de psicanálise )



"Músicos' , Conjunto de cinco figuras em bronze feitas
Obra do mexicano Carlos Diener.


Segundo Renata Mattos , "A música, enquanto arte, envolve simultaneamente o sujeito e um ato, seja o da criação, da escrita desta criação, da leitura e interpretação, ou mesmo da escuta, quando esta se trata de uma escuta causada por um objeto artístico que convoca o ouvinte enquanto sujeito do inconsciente..."
Obra de Zhao Kailin





Deixo este vídeo para reflexão

sábado, 18 de julho de 2015

Don Mclean e Vincent Van Gogh

 Por Rosangela Brunet

"Don McLean (Nova Iorque, 2 de outubro de 1945) é um cantor e compositor dos Estados Unidos. Ficou famoso pela canção American Pie, elegia folk-pop de oito minutos e meio que atingiu o topo das paradas americanas. Iniciou sua carreira em meados dos anos 60, tocando em clubes nova-iorquinos, escolas primárias e em prol de causas ambientais." [1]

No entanto , ele ficou famosos pela homenagem que fez a "um tributo a Vincent van Gogh"
 .
"Paint your palette blue and gray 
Look out on a summer's day with eyes that know the darkness in my soul .
Shadows on the hills 
Sketch the trees and the daffodils 
Catch the breeze and the winter chills 
In colors on the snowy linen land





Now I understand what you tried to say to me 
And how you suffered for your sanity 
How you tried to set them free 
They would not listen, they did not know how 
Perhaps they'll listen now 
Starry, starry night 
Flaming flowers that brightly blaze 
Swirling clouds in violet haze 
Reflect in Vincent's eyes of china blue 
Colors changing hue 
Morning fields of amber grain 
Weathered faces lined in pain 
Are soothed beneath the artist's loving hand 
For they could not love you 
But still your love was true 
And when no hope was left in sight 
On that starry, starry night 
You took your life as lovers often do 
But I could have told you, Vincent 
This world was never meant 
For one as beautiful as you 
Starry, starry night 
Portraits hung in empty halls 
Frameless heads on nameless walls 
With eyes that watch the world and can't forget 
Like the strangers that you've met 
The ragged men in ragged clothes 
A silver thorn, a bloody rose 
Lie crushed and broken on the virgin snow 
Now I think I know what you tried to say to me 
And how you suffered for your sanity 
And how you tried to set them free 
They would not listen, they're not listening still 
Perhaps they never will"
Don Mclean

 Segue a canção no vídeo abaixo


Referências 
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Don_McLean

domingo, 24 de maio de 2015

Obra de Rémi LaBarre

"Alguns  músicos são conhecidos por nos levar diretamente ao céu: são aqueles que entram na nossa alma e vão direto para o coração."
(Grillo Lirio)

Rémi LaBarre 
A música, enquanto arte, envolve simultaneamente o sujeito e um ato, seja o da criação, da escrita desta criação, da leitura e interpretação, ou mesmo da escuta, quando esta se trata de uma escuta causada por um objeto artístico que convoca o ouvinte enquanto sujeito do inconsciente..." Renata Mattos
Rémi LaBarre 

Rémi LaBarre 

Rémi LaBarre

Fonte: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0853.pdf

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Melissa Smccracken...."Eu pinto música".

Por Rosangela Brunet

O mundo de uma pessoa  Sinestésicas é cheio de formas, cores, sensações e texturas .Quando ela ouve uma música seu cérebro responde com todos os sentidos.
Melissa Smccracken nos convida a conhecer um pouco mais de seu cérebro através dos retratos musicais que ela pinta.Ao ouvir uma música Melissa nos toca suavemente através de suas telas. Ela conta que :"Até meus 15 anos, eu pensava que todo mundo sempre via as cores. Cores em livros, cores em fórmulas matemáticas, cores nos shows. Mas quando eu finalmente perguntei ao meu irmão qual a cor da letra C    eu percebi que a minha mente não era tão normal quanto eu pensava. Basicamente, o meu cérebro é cross-fio. Eu experimento a sensação   "errada" para certos estímulos. Cada letra e número é colorido e os dias do ano circulam em volta do meu corpo, como se tivessem um "set point" no espaço. Mas o mais maravilhoso da"disfunção cerebral"   é enxergar a música que eu ouço. Ela flui em numa mistura de tons, texturas e movimentos, deslocando-se como se fosse um elemento vital e intencional de cada nota. Ser sinestésica não é uma distração ou desorientação. Isso me faz ter um vibração única no mundo que eu experimento"(Melissa Smccracken) 
Melissa Smccracken

Melissa Smccracken


VEJA O VÍDEO ABAIXO


Fonte http:
www.melissasmccracken.com      http://arteterapiaycrecimientointerior.blogspot.com.es/2015/04/sinestesia-pintando-la-musica.html

sábado, 19 de julho de 2014

Relações Afetivas

Por Rosangela Brunet

Se a gente não tivesse feito tanta coisa,se não tivesse dito tanta coisa,se não tivesse inventado tanto podia ter vivido um amor Grand' Hotel.
Se a gente não fizesse tudo tão depressa,se não dissesse tudo tão depressa,se não tivesse exagerado a dose,podia ter vivido um grande amor. Um dia um caminhão atropelou a paixão .Sem teus carinhos e tua atenção .O nosso amor se transformou em "Bom Dia"... " Kid Abelha

 Somos seres relacionais e apesar de termos nascido sozinhos, ao longo da vida vamos estabelecendo vínculos, e alguns se tornam tão vitais que seu rompimento pode se tornar uma fonte de profunda tristeza podendo evoluir para uma depressão .
"Um relacionamento é uma intercessão:Um na vida do outro e não um contendo o outro"Tereza Cristina Martins.
Apesar de estarmos mais modernos , e vivermos numa sociedade altamente evoluída tecnologicamente , ainda nos escapa o saber viver uma relação afetiva plena , ainda estamos desenhando o projeto de um modelo de convivência com o outro sem nos tornamos reféns . Há gatilhos que ainda detonam nossas lembranças mais escuras e sombrias, nos deixando,algumas vezes, na mão do outro, ou até mesmo desejando o outro como objeto de posse. 
O mundo moderno esta longe de aprender a experiência do luto necessário.Estamos evitando viver a dor e o sofrimento que é tão essencial a construção da felicidade e realização. Haja visto a necessidade do imediatismo tão cultuado em complacente acordo com a superficialidade dos "Amores líquidos".
Ninguém tem mais tempo de cultuar o presente, de investir nas necessidades legítimas, de se abandonar em suas ousadas aventuras de ser o que se verdadeiramente é. A dificuldade de virar página ainda se sustenta na busca de não abandonar o passado, "mudar o disco" e largar a velha canção ainda é um desafio. "Sair pra vida e tomar a cidade" depois de um vínculo rompido oscila entre o imediatismo prazeroso e a depressão pela incapacidade de elaborar do luto.A ansiedade esta tomando o lugar do prazer pelo simples e pelo verdadeiro. Ainda se paga preços altíssimos para se obter o afeto de alguém .Sabe-se que no fundo tudo que precisamos mais é sermos amados,mesmo que esse amor venha disfarçado de carro importado, de mulheres bonitas e um status social alto.No final do túnel a luz que acende é aquela que nos faz descansar no colo de quem a gente ama. Falei "descansar no colo"? Não foi ato falho.É a nossa mais confortável emoção e desejo inconsciente, porque esse afeto que nos assombra e nos desmonta todo, a todo custo esta relacionado com nossas primeiras experiência afetivas: O colo da mãe, sua atenção seu toque. Ainda que pareça uma teoria psicológica barata essa é a base de todos os nossos relacionamentos:Nossos pais. Ainda que a gente complexifique tudo,ainda que a gente explore todas as teorias,a base dos nossos afetos é a nossa relação maternal/paternal.Dessa matriz reproduzimos nossos futuros ,e muitas vezes fatídicos, vínculos.
Não vou me aprofundar neste tema. Apenas me utilizarei desse principio básico para desenvolver minha reflexão, e tentar discutir sobre essa questão que me inquieta. Porque ainda há tanta fragilidade nas relações afetivas? Porque é tão difícil se relacionar de forma íntima?Porque sofremos tanto num rompimento amoroso?
Jamais conseguiria responder tudo isso...mas tem algumas coisas que me ajudam e me acalmam nessas incertezas. Algumas "verdades" benditas que aprendi coma experiência ás duras penas.Muitas vezes a teoria não nos ensinam tanto quanto a prática .Eu li uma frase que dizia..."na juventude a gente aprende, na fase adulta a gente entende" Uma desse aprendizado é a respeito da necessidade que o indivíduo tem de aprender a viver numa relação de intimidade.Isso é uma prática desafiadoras em nossa época. Essa dificuldade é muito bem retratada num texto da Martha Medeiros: "Mantenha-se atrás da faixa amarela, não chegue muito perto, não acerque-se de meus traumas, não invada meus mistérios, não atrite-se com o meu passado, não tente entender nada: é proibido tocar no sagrado de cada um"
A intimidade é uma terra pouco habitada porque ela exige muito de nós. Nos cabe ali nos desnudar inteiros diante de um "estranho" que um dia pode nos abandonar. E é ai que se trava verdadeiras batalhas que pode se desaguar nos mares da depressão e desespero.
Em alguns casos há os que não temem a intimidade , e são abandonados sem certezas e respostas claras. Desse pode nascer os futuros amantes decepcionados e despreparados para o novo amor.
Há aqueles que não se desnudam jamais. Casos claro de nunca terem vivido nessa terra cálida e sólida do afeto maternal seguro,dedicado e constante.
Esses são os que enxergam os monstros em jardins floridos porque não aprenderam a descansar .Quem não viveu a segurança do colo e da presença dificilmente conseguirá experimentar a segurança de uma relação. Raramente conseguirá sonhar,sair do chão, pois a solidão em sua infância foi solo de desesperança e não o permitiu que houvesse estrelinhas e nuvens cor de rosa em seus jardim de infância. 
Mas há uma terceira categoria oriunda desses desacerto que mais me chama a atenção. É o sonhador compulsivo, o eterno apaixonado. Aquele cujos pés não podem tocar o chão. O sofrimento da realidade lhe foi como um bombardeio em Chernobyl, vivendo um desastre que reverbera adentrando seu futuro. São amantes que não sabem amar porque não podem viver novamente sua tragédia , não poderiam sobreviver ao enfrentamento da "mesma" ironia do abandono , e vivem pra sempre reproduzindo seus sofrimentos. 
Há uma lista de frentes explicativas que eu poderia conduzir neste tema, mas esta última para mim é a mais delicada. É neste palco que as grandes tragédias das relações estreiam, é nesta ring que as violências domésticas travam as maiores batalhas; é neste campo que se concentram as grandes decepções amorosas. 
Há alguns textos legais que ajudam a gente entender como conduzir uma relação saudável.Mas acho que ainda estamos engatinhando nessa jornada, pois essa não é uma caminhada teórica, mas sim histórica, pessoal e subjetiva de cada indivíduo que foi amado ou não.Indivíduo que agora pode amar ou não.Uma relação a dois é uma jornada de perguntas e respostas diárias que apostamos na sorte do passado, e na reconstrução presente que duas pessoas , que podem ou não estarem dispostas a pagar o preço de um futuro incerto.
E para conviver com o incerto é mister que a gente se ame muito, que haja autoconhecimento construído pela autoestima. E isso é material de estudos profundo ,individual e constante. Isso é tema de vida e existência. Isso não é para todos. Isso se aplica aos corajosos, e aos que se colocam humildes diante do inesperado que a vida nos presenteia.
Deixo para vocês um poema de Carlos Drumond de Andrade para que a poesia celebre esse encontro de sermos todos os dias:
"É preciso abrir todas as portas que fecham o coração. Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo, por amores do passado que foram em vão. É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar. É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós. É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar. É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor, para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura, aparando as arestas que podem machucar. É como lapidar um diamante bruto para fazê-lo brilhar. E quando decidir que chegou a sua hora de amar, lembre-se que é preciso haver identificação de almas, de gostos, de gestos, de pele, no modo de sentir e de pensar. É preciso ver a luz iluminar a aura, dando uma chance para que o amor te encontre na suavidade morna de uma noite calma... É preciso se entregar de corpo e alma. É preciso ter dentro do um sonho, que se acalenta no desejo de amar e de ser
amada. É preciso conhecer no outro o ser tão procurado. É preciso conquistar e se deixar seduzir, entrar no jogo da sedução e deixar fluir. Amar com emoção para se saber sentir a sensação do momento em que o amor te devora. E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão, que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas, que foi seu grande desafio e o passo mais acertado de todos os caminhos de sua vida trilhados. Mas se assim não for, que nunca te arrependas pelo amor dado. Faz parte da vida arriscar-se por um sonho. Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado. Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado, ele se chama tempo, seu melhor amigo. Só ele pode dar todas as certezas do amanhã: a certeza que realmente você amou, a certeza que realmente você foi amada!... "

Sugestão: Três Vídeos da Etrevista sobre Relação Afetiva: Fale Mais sobre Isso :http://www.youtube.com/watch?v=6hY_adbC2To&feature=youtu.be

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Fantasma da Ópera

Por Rosangela Brunet

“Quem não enfrenta o inferno de suas paixões, tampouco as supera. Qualquer árvore que queira tocar os céus precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos”
Carl Gustav Jung

O fantasma da ópera é considerada por muitos uma obra gótica, por combinar romance, horror, ficção, mistério e tragédia.
Na obra original de Leroux, a ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam que a ópera se encontra assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O fantasma chantageia os dois administradores da Ópera, exigindo que continuem lhe pagando um salário de 20 mil francos mensais e que lhe reservem o camarote número cinco em todas as atuações.
Entretanto, a jovem inexperiente bailarina (e mais tarde cantora) Christine Daaé, acreditando ser guiada por um "Anjo da Música", supostamente enviado pelo seu pai após a sua morte, consegue subitamente alguma proeminência nos palcos da ópera quando é confrontada a substituir Carlotta, a arrogante Diva do espectáculo. Christine conquista os corações da audiência na sua primeira atuação, incluindo o do seu amor de infância e patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny.
Erik, o Fantasma, vive no "mundo" subterrâneo que Christine considera um lugar frio e sombrio, onde ela percebe que o seu "Anjo da Música" é na verdade o Fantasma que aterroriza a ópera. Christine descobre também que o Fantasma é fisicamente deformado na face, razão pela qual usa uma máscara para esconder a sua deformidade. Vendo a verdadeira imagem de Erik, ela entra em choque, e Erik decide prendê-la no seu mundo, dizendo que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar por vontade própria.
Christine enfrenta uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio da personagem do Fantasma, e decide se casar com Raoul em segredo e fugir de Paris e do alcance do Fantasma. No entanto, o seu plano é descoberto e, durante uma atuação da Ópera Fausto de Charles Gounod, Christine é raptada do palco e levada para os labirintos embaixo da Ópera.
Nos aposentos de Erik ocorre o confronto final entre ele, Christine e o Visconde Raoul de Chagny, que é levado até lá pelo Persa, através dos subterrâneos da Ópera, passando pela câmara dos suplícios, onde ambos quase acabam por enlouquecer e enforcar-se com o "Laço de Punjab" (espécie de cordão feito de tripas de gato que Erik usava para matar), e Christine é forçada a escolher entre Erik e Raoul. Christine escolhe Erik, com o intuito de salvar a vida das pessoas da Ópera (já que ele ameaça destruir a Ópera de Paris, colocando muitas vidas em risco, caso Christine escolha ficar com Raoul). Christine diz ainda que concordará em ser a esposa de Erik se ele libertar o Persa e Raoul, ainda presos na câmara dos suplícios. Erik leva o Persa de volta para sua casa, mas mantém Raoul como refém e o encarcera no local mais longínquo dos subterrâneos da Ópera.

Quando Erik retorna para Christine, ela o está esperando como uma verdadeira noiva; ele então se atreve a dar-lhe um beijo na testa, o qual ela aceita sem rejeitá-lo ou demonstrar horror. Esse ato simples trouxe uma alegria imensa a Erik, que pela primeira vez na vida foi tratado como uma pessoa comum. Os dois começam a chorar e Erik diz a Christine que ela pode ir embora e se casar com Raoul, o homem que ela ama, e que ele, Erik, não passava de um cachorro aos seus pés, pronto para morrer por ela. A única coisa que ele pede é que, quando morrer, ela o enterre junto com o anel que lhe havia dado. Christine e Raoul vão embora e nunca mais são vistos. Erik morre três semanas depois. O anúncio de sua morte foi feito pelo Persa em um jornal. Anos mais tarde, um esqueleto é encontrado nos subterrâneos da ópera e, junto ao esqueleto, havia um anel de ouro, o mesmo que Erik havia dado a Christine, indicando que ela cumpriu sua promessa.
O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino! Carl Gustav Jung
Enfrentar nossos fantasmas de frente nos faz mais fortes e maduros. Começamos a crescer quando temos coragem de aceitar aquilo que somos e tememos.O autoconhecimento é fundamental para sabermos diferenciar o que nos faz feliz daquilo que nos aprisiona
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Fantasma_da_%C3%93pera 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Até Quando?.... Gabriel O Pensador


Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
O seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!!

A polícia
Matou o estudante
Falou que era bandido
Chamou de traficante!
A justiça
Prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado
E absolveu os PMs de Vigário!
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que é pra você não ver que o programado é você!
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar!
Escola! Esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda! Não! Não!!
Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente!
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada,
até quando vai ficar sem fazer nada
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando?
http://youtu.be/rH5TRzmOVFo



terça-feira, 21 de maio de 2013

Policiando o Pensador:Linhas Tortas Gabriel O Pensador


O policial disse:Ei,ei...parado você ai.
Disse o Pensador :Quem eu?
O policial : É você mesmo.Vai pra onde?
Pensador:Vou trabalhar
O policial O que é isso,é droga?
Pensador: Não,mas faz quem usa viajar.
O policial:É o que, e arma?
Pensador:Não,mas faz quem usa ser mais forte.
Policial: o que você vai fazer com isso?
Pensador:Eu vendo isso pra quem tem poder de compra dos que não podem comprar, a ajudo a aplicar no povo e explico o modo de usar. Eu vendo livros, cara.É um bom negócio .Honesto e bom.Pode crer. ...meu texto é simples e sincero.É tinta que sai da medula e não do ego. Eu chuto as palavras pra fora, e ela que vem me buscar
Policial: entendi.Quanto é? Vê um ai!!
Gabriel O Pensador
Linhas Tortas Gabriel O Pensador

"Alguns às vezes me tiram o sono, mas não me tiram o sonhoPor isso eu amo e declamo, por isso eu canto e componho

Não sou o dono do mundo, mas sou um filho do dono

Do verdadeiro Patrão, do verdadeiro Patrono

- E aí, Gabriel, desistiu do cachê?
- Cancelei um trabalho aí pra não me aborrecer.
- Explica melhor, o que foi que você fez?
- Tá, tudo bem, eu explico pra vocês:
Tudo começou na aula de português
Eu tinha uns cinco anos, ou talvez uns seis
Comecei a escrever, aprendi a ortografia
Depois as redações, para a nossa alegria
Professora dava tema-livre, eu demorava
Pra escolher um tema, mas depois eu viajava
E nessas viagens os personagens surgiam
Pensavam, sentiam, choravam, sorriam
Aí a minha tia-avó, veja só você
Me deu de aniversário uma máquina de escrever
Eu me senti um baita jornalista, tchê
Que nem a minha mãe, que trabalhava na TV
Depois, já aos quinze, mas com muita timidez
Fiquei muito sem graça com o que a professora fez
Ela pegou meu texto e leu pra turma inteira ouvir
Até fiquei feliz mas com vontade de fugir
Então eu descobri que já nasci com esse problema
Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer, ver
Ver, crer, eu gosto de escrever e escrevo até até poema

REFRÃO
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
- Ih, pensador, isso é grave, hein!
É, vovó dizia que eu já escrevia bem
Tentei me controlar, me ocupar com um esporte
Surf, futebol, mas não era o meu forte
Um dia eu fiz uns raps e achei que tava bom
Me batizei de Pensador e quis fazer um som
Ficar famoso e rico nunca foi minha meta
Minha mãe já era isso, eu só queria ser poeta
Meu pai, um homem sério, um gaúcho de POA
Formado em medicina, não podia acreditar
Ao ver o seu garoto Gabriel
Com um fone nos ouvidos viajando com a caneta no papel
- O que você tá fazendo? Vai dormir, moleque!
- Ah, pai, peraí, eu só tô fazendo um rap!
Ninguém sabia bem o que era, mas eu tava viciado naquilo
E viciei uma galera!



Não tô vendendo crack, não tô vendendo pó
Não tô vendendo fumo, não tô vendendo cola
Mas muitos me disseram que o que eu faço é viciante
E vicia os estudantes quando eu entro nas escolas
Até os professores às vezes se contaminam
Copiam minhas letras e textos e disseminam
Sementes do que eu faço, já não sei se é bom ou mau
Mas sei que muito aluno começa a fazer igual
Escrevendo poemas, escrevendo redações
Fazendo até uns raps e umas apresentações
Me lembro dos meus filhos e a saudade é cruel
Solidão me acompanha de hotel em hotel
Casamento acabou, eu perdi na estrada
O amor que ainda tenho é o amor da palavra
É falar e cantar, despertar consciências
Dediquei a vida a isso e a maior recompensa
É servir de referência pra quem pensa parecido
Pra quem tenta se expressar e nunca é ouvido
É olhar pra minha frente e enxergar um mar de gente

E mergulhar no fundo dos seus corações e mentes
É esse o meu mergulho, não é o do Tio Patinhas
É esse o meu orgulho, escrever as minhas linhas
Escrevo em linhas tortas, inspirado por alguém
Que me deu uma missão que eu tento cumprir bem
Escuto os corações, como um cardiologista
Traduzo o que eles dizem como faz qualquer artista

Que ganha o seu cachê, que é fruto do trabalho
De cigarra e de formiga, e eu não sei o quanto eu valho
Mas sei que quando eu ganho, divido e multiplico
E quanto mais eu vou dividindo, mais fico rico
Rico da riqueza verdadeira que é de graça
Como um só sorriso que ilumina toda a praça
Sorriso emocionado de um senhor experiente
Em pé há duas horas debaixo do sol quente
Ouvindo os meus poemas em total sintonia
Eu sou ele amanhã, e hoje é só poesia.
Gabriel O Pensador
Linhas Tortas Gabriel O Pensador

terça-feira, 23 de abril de 2013

UMA ABERTURA NOVA PARA O REAL NA MÚSICA





O talento é a polidez em relação à matéria; consiste em dar um canto ao que 
estava mudo. 
Jean Genet 

Psicanálise. Música. Voz. Criação. Poesia. Real, simbólico e imaginário . Em suas ressonâncias. Escuta. Escrita. Sujeito. Pontos que se entrelaçam ao longo desta tese buscando 
dar um encaminhamento a espantos que surgem de dois campos distintos, a música e a clínica. E que se convergiram em uma “construção” enigmática e logicamente antecipatória 
que sustentou a escolha do tema deste trabalho: a voz e a radicalização do efeito de real transmitido pela música para se pensar o sujeito e sua constituição. Trata-se de uma “construção” que pode ser sintetizada em uma frase: “a fala do sujeito na clínica soa como música pós-tonal”. Frase este com diversas variações, ora pensando na música de Arnold  Schönberg, ora na de John Cage, ora na multiplicidade musical que nos rodeia na 
contemporaneidade. Todas ressaltando uma aproximação entre os termos com os se inicia acima este prelúdio, exigindo uma elaboração teórica que percorresse a psicanálise tendo 
como interlocutora a música. Seja a arte musical, a musicalidade na constituição do sujeito, e o fazer poético que igualmente se vale da musicalidade, do inefável musical, para a criação. 
Em outras palavras: o verbo em suas reverberações que invocam o criar. No início era o verbo. Porém, escutado em seu aspecto musical. Verbo chovendo melodiosamente. Uma chuva de significantes. E o sujeito a escutar com seu corpo os pingos, 
melodia de pingos, que depois se dão a ouvir como música assim criada. Com letras, lalíngua, significantes. Chuva... Melodiosa voz que, desejante e gozosa, invoca voz e escrita. Sujeito. 
Escrita da voz singular deste que só pode advir quando se esquece a voz incessante do Outro. Enigma ruidoso e insistente....Improvisos musicados como resposta. De uma escuta, a possibilidade de falar. Porque algo se inscreveu. Porque a escrita, a escrita pulsional, pode dar .

Obra de Henri Matisse 
"La Musique" (1939)



UMA ESCUTA QUE INTERROGA: INVOCAÇÕES 


Um enigma que invoca/evoca o inefável: a música. Um enigma que relança – e reenlace, talvez – o inefável poético da vida. Que traz a dimensão de um latente despertar. Que exige uma resposta. Que nos relembra que o sujeito já é, de saída, uma resposta a um 
enigma. Um enigma que nos pode ser dado a ouvir sob as mais diversas tessituras de simbólico, real e imaginário em suas infinitas combinações ressonantes. E que é transmitido 
pela criação de um sujeito que, em uma abertura de artesão ao real que pulsa e fura e invoca, cunha um objeto novo feito de tempo, espaço e notas, de letras e de significantes, de 
lalíngua , de sede de musicar a linguagem.  Enigma. Escuta. A cada vez, podendo ser de uma maneira nova. Ou, ao menos, 
invocando um novo. Escutar um sujeito a vir. Escutar, no real, um sujeito que é assim invocado a se fazer.  Música. Enigma. Escuta-se na música um fazer possível que poetiza o impossível do 
real de modo que simbólico e imaginário são forçados aos seus limites, limites reais, de onde partem, e, nesse ato, se reenlaçam e ressoam uns sobre os outros. Musica-se porque há um 
enigma originário. Musica-se porque esse enigma continua a pulsar, a ecoar, a invocar, a exigir criações. E o que se escuta nesse musicar é que o real, ao encontrar o corpo do infans
sexualizado pela linguagem, pôde passar de uma pulsação que invoca a um ritmo invocante que humaniza. Humanizando, o real insiste em cada sujeito na direção de um mais além. 
 A música, assim, interroga sobre uma pulsação do real, sobre um impossível de apreender tal pulsação, e sobre a possibilidade de, a partir de uma perda, a partir de um ponto de não escuta dessa pulsação, se construir um ritmo que singulariza. ..... mais tudo ouvir, por se fazer surdo em um ponto à voz do Outro, pode responder com uma voz própria que, da perda, se faz ato. Parto, então, de alguns espantos frente à música: O que se escuta quando se escuta música? O que essa escuta remete ao ato em si de escutar? O que tal escuta pode indicar da 
escuta à qual o analista é chamado a fazer e que abre a via do próprio analisante escutar algo de si de uma forma nova? Com a música pós-tonal, é possível apreender uma lógica de se 
escutar cada fala a partir de singularidade. Escutar cada fala que nos chega como uma peça musical, mais especificamente, uma peça musical sem tom, com múltiplos tons, com 
modulações, com aberturas ao acaso, ao imprevisível, ao novo em sua radicalidade. Uma peça musical pós-tonal, schönbergeniana, cagiana... Uma peça musical de um sujeito que, reescutando um vestígio da pulsação do real, é chamado a musicar sua vida, a um recomeço, a novamente dizer sim à invocação da voz e se recolocar em movimento, em um ritmo singular, face a seu desejo. Para avançar neste sentido, proponho me deter inicialmente nas modificações do manejo da linguagem musical efetuados por Arnold Schönberg, cuja escrita composicional trouxe ainda mais fortemente uma abertura para o real a partir da criação 
artística. "
Renata Mattos, Tese de Renata Mattos "A voz e a invocação para musicar a vida: 
ressonâncias entre música e psicanálise"

Fonte : http://www.pgpsa.uerj.br/Teses/2011/tese_Renata_Mattos.pdf





Obra Arte de Celia Maziliauskas Granito, "Músicas"
Em seu trabalho ela  enfatiza a música como elo de união cultural e espiritual entre as pessoas de todas as raças e culturas. A boa música pode ser considerada uma oração.