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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A Transformação das Pedras


A angústia da Transformação

  
O despertar da Consciência






Veja os Vídeos : Stone Balance Art.ll_by Tamas Kanya.Hungary




Depois das Transformações eu Ofereço ao Mundo aquilo que sou e tenho para dar





sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre Arte e Mistérios

Por Rosangela Brunet

"Vivemos em um mundo onde há muita coisa pronta, muitas respostas, muitas prescrições de como ser e viver, mas carente de espaço para a vivência do mistério, do silêncio, da possibilidade de questionar, inventar e contemplar" CARDELLA, 2009
Uma foto de parte da coleção que tenho sobre os gênios da arte que admiro.
Falta Kandinsk, Paul Klee, Sabastião Salgado, etc, etc,etc,.....
A arte tem   a missão de nos levar além da imaginação . Vincent Van Gogh disse,uma vez : ."Procura compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus..... Quando sinto uma terrível necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas."
A arte é meu caminho de conexão com o mundo, com quem sou e com Deus. A arte é a ponte que atravessa a realidade expressada em cores,formas e imagens. Há realidades em preto e branco, outras são pintadas com espectro de cores da alma. Cada um coloca no mundo sua arte de Ser, mesmo que não perceba. A arte fala daquilo que é o inominável, desconhecido, e até mesmo ,sobre aquilo que evitamos enxergar. A arte é uma ponte que liga,mas também denuncia. Ela diz sem falar. Tem mania de grandeza, pois não suporta pensamentos engessados. A razão se confunde com ela. Os cientistas não podem interpretar o que ela diz, não capturam sua explicação. Não conseguem definir o que escapa porque a arte foge da racionalidade e não vive de regras normativas. Tudo que ela sabe precisa ser desvendado com um olhar e uma percepção cujo cérebro nada sabe. Por isso Ferreira Gullar disse: “a arte existe porque a vida não basta” A arte ajuda-nos entender que somos muito além daquilo que podemos explicar "Por isso, desejo a todos  vocês uma vida  de Bethoven tocando a nossa alma, um quadro de Van Gogh no peito, o Ballet de Pina Bauch nos olhos desfazendo todas as dúvidas, criando portas de emergências, e achando saídas para todos os problemas . E, por fim, que no final de cada dia possamos olhar para nossas mãos e termos a paz de um Renoir e a firmeza da escultura de Rodin, cuja história é cheia de beleza e muita paixão
(Rosangela Brunet)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Melissa Smccracken...."Eu pinto música".

Por Rosangela Brunet

O mundo de uma pessoa  Sinestésicas é cheio de formas, cores, sensações e texturas .Quando ela ouve uma música seu cérebro responde com todos os sentidos.
Melissa Smccracken nos convida a conhecer um pouco mais de seu cérebro através dos retratos musicais que ela pinta.Ao ouvir uma música Melissa nos toca suavemente através de suas telas. Ela conta que :"Até meus 15 anos, eu pensava que todo mundo sempre via as cores. Cores em livros, cores em fórmulas matemáticas, cores nos shows. Mas quando eu finalmente perguntei ao meu irmão qual a cor da letra C    eu percebi que a minha mente não era tão normal quanto eu pensava. Basicamente, o meu cérebro é cross-fio. Eu experimento a sensação   "errada" para certos estímulos. Cada letra e número é colorido e os dias do ano circulam em volta do meu corpo, como se tivessem um "set point" no espaço. Mas o mais maravilhoso da"disfunção cerebral"   é enxergar a música que eu ouço. Ela flui em numa mistura de tons, texturas e movimentos, deslocando-se como se fosse um elemento vital e intencional de cada nota. Ser sinestésica não é uma distração ou desorientação. Isso me faz ter um vibração única no mundo que eu experimento"(Melissa Smccracken) 
Melissa Smccracken

Melissa Smccracken


VEJA O VÍDEO ABAIXO


Fonte http:
www.melissasmccracken.com      http://arteterapiaycrecimientointerior.blogspot.com.es/2015/04/sinestesia-pintando-la-musica.html

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Polêmico e Influenciador Teste Psicológico Rorschach

[...] é desnecessário dizer que nada “oculto” é passível de ser deduzido. Minha posição nessas questões é pragmática e as grandes disciplinas que me ensinaram a utilidade prática desse ponto de vista são a psicoterapia e a psicologia médica. Provavelmente em nenhum outro campo temos que levar em conta tantas incógnitas, e em nenhuma outra área temos que ter por hábito adotar métodos que funcionam, ainda que, por longos períodos, não saibamos por que eles funcionam(...) Na exploração do inconsciente deparamos com coisas muito estranhas, das quais um racionalista se afastaria com horror, afirmando, depois, que nada viu. A plenitude irracional da vida ensinou-me a nunca descartar nada, mesmo quando vão contra todas as nossas teorias (que mesmo na melhor das hipóteses têm vida tão curta) ou quando não admitem nenhuma explicação imediata. Naturalmente, isso é inquietante e não sabemos, com certeza, se a indicação da bússola está correta ou não, porém a segurança, a certeza e a paz não conduzem a descobertas.” 
(C. G. JUNG, 1949, em seu prefácio para o livro I CHING, de Richard Wilhelm)



Teste Psicológico Rorschach é refutado por muitos psicólogos atualmente

"Há uma grande polêmica em torno da confiabilidade e a validade do teste Rorschach desde a sua criação. Hoje, muitos psicólogos na Grã-Bretanha – provavelmente a maioria no país – acreditam que o Rorschach é uma tolice.As críticas ao Rorschach se centram em três coisas: Em primeiro lugar, alguns psicólogos argumentaram que o psicólogo que aplica o teste também projeta o seu mundo subconsciente sobre as manchas de tinta ao interpretar as respostas.Por exemplo, se a pessoa testada vê um sutiã, um psicólogo homem pode classificar isso como sendo uma resposta sexual, enquanto uma psicóloga pode classificar a resposta como algo que diz respeito somente à vestimenta.Em segundo lugar: O que ele está medindo? "
"Rorschach estava certo de que seu teste media formas desordenadas de pensar – como a que caracteriza a esquizofrenia – e isso nunca foi contestado. Mas sua habilidade para avaliar de forma precisa a personalidade humana continua sendo algo discutível.Por fim, críticos sugeriram que o Rorschach peca pela falta de confiabilidade. Dois avaliadores, por exemplo, podem chegar a conclusões de personalidade diferentes para a mesma pessoa. Eu também sou cético em relação ao valor científico do Rorschach, mas acredito que ele seja uma ferramenta útil para terapia e como forma de estimular a reflexão sobre o mundo interno de uma pessoa.

A Influência do Rorschach

Muitos artistas foram influenciados pelas manchas de tinta de Rorschach, como Andy Warhol, que criou uma série de ?pinturas de Rorschach” em 1984

1. “Andy Warhol: The Last Decade” at Brooklyn Art Museum

Rorschach Painting, 1984
© 2010 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts/Artists Rights Society (ARS), New York.
His Rorschach works were: “totemic forms of intricate design.” Warhol would make an inkblot and fold the canvas.


































E clipes como Crazy, de Gnarls Barkley.

Video: [highly recommended].MP4: "Crazy" - Gnarls Barkley [iPod Compatible]{Directed By: Robert Hales}
At the beginning of the month Gnarls Barkley’s “Crazy” hit the top of the UK charts, its success due exclusively to legal downloads. I think the music video, derivative of the Rorschach inkblot test, does a good job in setting the tone, check it out.

Nesta postagem abaixo  vemos outro exemplo de  obra de arte inspirada no tese .A artista  Cristianne Ly Inspirada Neste Teste fez  um, Álbum Inspirado no teste Rorschach .


Artista Cristianne Ly. 
Tinta China, 2010
Mask displays a constantly morphing inkblot that is based on the ambiguous designs
Álbum Inspirado no teste Rorschach .Artista Cristianne Ly. Mask displays a constantly morphing inkblot that is based on the ambiguous designs

O Rorschach também inspirou filmes, incluindo os personagens Rorschach na HQ Watchmen
30 de julho de 2012 às 14:45




 O Rorschach também inspirou filmes, incluindo os personagens Rorschach na HQ Watchmen
O mascarado homem acima é Rorschach, as known as Walter Kovacs, um sociopata do grandioso universo de Watchmen, cunhado pela mente desvairada de Alan Moore em parceria com Dave Gibbons.
Rorschach, nascido Walter Joseph Kovacs, foi apresentado ao mundo na edição #1 de Watchmen, realizando seu monólogo sobre a morte do Comediante. Há outro post sobre a maior obra de Alan Moore, portanto, não nos perderemos nessa àrea do tema.
É um herói psicopata; possui um ódio que foi, à principio, alimentado por sua mãe, Sylvia Joanna Kovacs – esta, uma prostituta que se separou, sob acusações de adultério, de seu marido, Peter Joseph Kovacs. Dois meses depois, Sylvia sustentava o filho rescém-nascido em apartamentos de baixa renda; provavelmente, a dificuldade financeira que uma criança traria foi o que levou a mãe de Walter para a prostituição. Das poucas informações que se sabem sobre o pai biológico do futuro vigilante mascarado, as principais são que seu nome inicial era Charlie e que deveria ser amigo do presidente Truman. Sua mãe o odiava e sempre discutia com o pai do garoto quando se tratava de política.
Com nove anos, nosso protagonista ouviu a mãe em serviço, pensando que ela estaria sendo abusada. Quando chegou lá, o cliente ficou irado e largou Sylvia na cama, deixando apenas cinco dólares. O evento foi seguido por um ato de violência familiar, tanto física quanto verbal. O jovem Kovacs ouviu sua mãe alegar que “deveria ter dado ouvidos aos outros e abortado esse moleque”.
Um ano depois, Walter saira para buscar algo para sua mãe no mercado. No caminho, foi parado por dois valentões que tiravam sarro dele por causa da mãe; um dos garotos esfregou uma fruta no rosto de Kovacs. Perdendo o controle, ele arrancou o cigarro da boca de um dos bullies e esfregou no olho do pequeno delinquente. Quanto ao outro, o futuro Rorschach derrubou-o com um tackle de futebol americano, que foi sucedido por mordidas agressivas de Hannibal Lecter.Assustados, os transeuntes seguraram Walter e levaram-no para o Hospital Psiquiátrico de New York, onde ele permaneceu calado quando perguntado da causa da briga, levando os médicos a conclusão de a pancada teria desencadeado sem nenhuma razão.
Kovacs foi encaminhado para o Hospital Lillian Charlton para crianças problemáticas em New Jersey, sob o argumento de que era constante vítima de agressões por parte de sua mãe. Lá ele se revelou um excelente aluno e era capaz de realizar longas e fundamentadas conversações com seus professores. Foi liberado do reformatório em com dezesseis anos, quando foi julgado apto para conviver em sociedade. Pouco antes de deixar o local, Walter foi informado que sua mãe, Sylvia Kovacs, teria sido assassinada por seu cafetão, George Paterson. Sua única reação foi definida em uma palavra: “Ótimo”.
Batman que me perdoe, mas, meu querido, ISSO SIM é um trauma de infância.
Fora da clínica, Kovacs trabalhou como operário não-qualificado numa indústria de confecção de roupas femininas. Em 1962, houve uma encomenda de um vestido feito pelo Dr. Manhattan; um tecido de látex com manchas sensíveis ao calor e a pressão.A cliente, uma mulher de nome italiano, não levou a roupa, dizendo que era uma peça feia. Kovacs, então, o levou consigo.Aprendeu a cortar com instrumentos aquecidos para selar o látex, porém, viu que o tecido não tinha utilidade, e logo o esqueceu.
Dois anos depois, Walter viu no jornal que a tal cliente, Kitty Genovese, havia sido estuprada, torturada e morta, enquanto os moradores assistiram. Ninguém chamou a polícia. Com o abandonado tecido, Kovacs fez um rosto que, segundo afirma, ele “pudesse tolerar quando olhasse no espelho”.

Durante a sessão psiquiátrica que Rorschach realiza com o Dr. Malcom Long, ele revela que, até 1975, ele era muito gentil com os criminosos; ele diz que os mimavas, os deixava vivos. Nesse ano houve um caso de sequestro; levaram Blaire Roche, uma menina de seis anos. Walter decidiu investigar por razões pessoais, mandou quatorze pessoas para o hospital, o décimo quinto denunciou. Ao chegar no local, o vigilante nota dois cachorros brigando por um osso, os ignora. Investigando a casa ele percebe que o osso era um fêmur humano.
A chegada de Rorschach na prisão, onde ele revela a história já contada, ocorre em 1985. Nessa época, os vigilantes mascarados eram foras-da-lei, já que este ato foi proibido pela Lei Keene em 77; todos os vigilantes penduraram a fantasia, exceto Rorshach. Quando essa lei foi sancionada, o herói mascarado deixou um corpo de um estuprador na frente de um departamento de polícia, com um bilhete de dizeresNUNCA.Uma armadilha levou o vigilante até uma casa abandonada cuja a localização é revelada para os policiais numa ligação anônima. Ao chegar no local, a NYPD é pega de surpresa pelo mascarado enquanto investigavam o prédio. Rorschach tem que se jogar da janela do terceiro andar e, ao atingir ao solo, é capturado pela polícia que vigiava a casa pelo lado de fora.
Já no presídio, há uma briga na fila do “grude”. O vigilante, agora sem seu “rosto”, assassina um detento que tnta esfaqueá-lo pelas costas na fila do lanche. Uma morte digna de Hollywood: Óleo fervente no corpo. Antes de ser levado até a solitária pelos guardas, Rorschach berra: Ninguém entendeu. Eu não estou preso aqui com vocês. Vocês é que estão presos aqui comigo!
Na solitária, o protagonista se vê diante de Big Figure (um dos mestres do crime preso por ele, na época da parceria com o Coruja II), acompanhado de capangas, um deles, segurando um soldador. Rorschach provoca um dos criminosos e consegue amarrá-lo as grades, impedido a entrada de seu carrasco. O servo de Big Figure mata o capanga preso às barras e entra na cela para tostar Kovacs. Antes que isso aconteça, Rorschach sobe na cama e, com um chute no vaso, faz a água escorregar até o pé de seu inimigo, fazendo com que ele se tostasse com o soldador.O vilão do crime foge pela prisão, seguido por Kovacs, que o encontra escondido no banheiro. Ouve-se uma descarga e, quando Rorschach sai do lavatório, encontra com o Coruja e com a Spectral. Logo mais, sangue começa a vazar pelo vão da porta do banheiro.
Evitando ainda mais spoilers sobre a Graphic Novel, pularemos para o mais dramático momento do personagem: Sua morte. Ou assassinato, como preferir.Ao descobrir o plano de Veidt, todos concordaram com o ex-Ozymandias. Exceto Rorshach. Ele sai da base do Alaska e prepara-se para rumar em direção a nave do Coruja, para poder revelar aos EUA quem é o responsável pela obliteração de metade de New York. Se você não assimilou esse trecho, tire a bunda da cadeira e dirija-se a livraria mais próxima para comprar Watchmen. Ou clique aqui. Que tipo de nerd é você?
Na saída da base, ele é parado por John Osterman, o Dr. Manhattan, e este o impede de voltar a América. Rorschach diz que o mal deve ser punido e, ao ouvir Osterman dizer que não poderá deixá-lo ir, a melhor página de Watchmen é apresentada aos leitores.
O fascinante desse personagem é sua visão do mundo: Ele considera Rorschach como sua verdadeira identidade – quando ele anda pela rua como fanático religioso (o homem que carrega a placa “The End is Nigh“), aquilo é seu disfarce. Kovacs abandonou sua vida real, como se virasse outra pessoa.
Além disso, pelo fato de Rorschach não ter superpoderes, sua história de vida é completamente plausível. Não seria estranho ver alguém com o passado semelhante ao personagem se tornando um sociopata cheio de ódio.
A proposta de Alan Moore foi perfeitamente representada em Rorschach – o mais próximo do ser humano que um combatente do crime ficcional jamais chegará.
"Carcaça de um cão morto no beco hoje de manhã com marcas de pneu no ventre rasgado. A cidade tem medo de mim. Eu vi sua verdadeira face. As ruas são sarjetas dilatadas cheias de sangue e, quando os bueiros transbordarem, todos os vermes vão se afogar. A imundice de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e as putas e os políticos vão olhar para cima gritando “salve-nos”… e eu vou olhar para baixo e dizer “não”
Foi Kovacs quem disse “Jesus” sobre o látex. Foi Kovacs quem fechou os olhos. Foi Rorschach quem abriu depois Rorschach mata os dois cães e, num pioneirismo para com jogos mortais, ele assassina o sequestrador da garota, Gerald Grice. O combatente mascarado taca fogo na casa com querosene e deixa o criminoso algemado à lareira, ao lado de uma serra. Antes de acender o fósforo, ele diz “Não tente serrar as algemas. Não dará tempo”.[1]


PS: Os textos foram  rigorosamente copiado das fontes citadas .Meu trabalho foi apenas a pesquisa

Rosangela Brunet
Psicoterapeuta -Gesalt terapia
Pós-graduação em Arteterapia na Educação e Saúde

Fonte Pesquisa



[1]Fonte: http://nostalgiafuturista.wordpress.com/2010/03/18/characters-sheet-01-rorschach/?blogsub=confirming#subscribe-blog