sábado, 5 de julho de 2014

Arnold Schönberg



Eu aspiro a: uma liberação completa 
de todas as formas 
de todos os símbolos 
e da coerência e 
da lógica. Então: acabar com o “trabalho motívico” 
Acabar com a harmonia como 
cimento ou como pedra a edificar de uma arquitetura. 
A harmonia é expressão
e nada de outro. 
Em seguida: Acabar com o pathos! 
Acabar com as partituras intermináveis que pesam toneladas; 
com as torres, os rochedos edificados e construídos
e outras fatras gigantescas. 
Minha música deve ser breve. 
Concisa! Em duas notas: não mais construir, mas “exprimir”!! 
E o resultado que espero: nada mais de emoções estáveis, estilizadas, estéreis. 
Isso não existe nas pessoas: é impossível para uma pessoa de ter apenas uma emoção por vez. 
Temos milhares ao mesmo tempo. E esses milhares de emoções não se deixam 
facilmente adicionar como uma maçã com uma pêra. Elas se dispersam. 
E essa diversidade, essa multiplicidade, esse ilogismo que mostram nossos sentidos, 
esse ilogismo do qual nos dão provas as associações, que o menor afluxo de sangue, a menor 
reação nervosa ou dos sentidos apresentam, é isso o que eu gostaria de ter na minha música. 
Ela deveria ser a expressão do sentimento, e no que o sentimento é na realidade, ele 
que nos coloca em ralação com nosso subconsciente, e não como um híbrido monstruoso de 
sentimentos e de “lógica consciente”. 
Nesse momento, já fiz minha confissão e podem me queimar 
Schönberg (1995 p. 35-36), em carta a Busoni, em agosto de 1909: .



Arnold Schönberg
Compositor
Arnold Franz Walter Schönberg, ou Schoenberg, foi um compositor austríaco de música erudita e criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX


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